BIOLOGIA EM CRÍTICA

 

 

 

 http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/pesquisadores-bloqueiam-ataque-do-hiv-26092011-15.shl

 

Pesquisadores bloqueiam ataque do HIV

 

Pesquisadores ingleses conseguiram impedir que o HIV atacasse o sistema imunológico do corpo ao modificar a membrana da célula do vírus.

Os resultados, publicados na revista Blood cientistas do Imperial College London e da Universidade Johns Hopkins, podem abrir caminho para a criação de uma vacina.

O vírus HIV é causador da Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que, como o próprio nome diz, prejudica o corpo danificando seu sistema de defesa (imunológico).  Ela é a terceira maior causa de morte em países em desenvolvimento, matando 1,8 milhões de pessoas por ano no mundo.

Normalmente, quando uma pessoa é infectada, o sistema imunológico dá uma primeira resposta que bloqueia a ação do vírus momentaneamente. Muitos pesquisadores, no entanto, acreditam que o HIV causa uma super-reação inicial do sistema, enfraquecendo a próxima linha de defesa do corpo. Algumas de suas células de defesa, chamadas plasmacytoid dendritic cells (pDCs), reconhecem o HIV rapidamente e reagem, produzindo moléculas sinalizadoras que ativam muitos processos e danificam o sistema se permanecerem ligados por muito tempo.

O mecanismo pode ser comparado ao de um carro, que anda muito tempo com a primeira marcha engatada: embora boa para sair com o veículo, ela precisa ser mudada, ou então danifica o maquinário.

Na nova pesquisa, os cientistas encontraram evidências de que é justamente assim que o vírus age – e conseguiram bloquear essa ação removendo o colesterol da membrana de sua célula (o vírus utiliza a membrana das células que ataca). É essa gordura (que não está relacionada ao colesterol do sangue) que ajuda a manter a estrutura da membrana fluída, permitindo que o vírus interaja com alguns tipos de células.

Ao remover o colesterol, o vírus não pode ativar as pDCs. Como consequência, as células T, que orquestram a segunda leva de resposta, mais organizada, podem atacar o vírus de forma mais eficiente.

O vírus sem colesterol não era infeccioso – ou seja, apesar de estar presente no corpo não podia causar danos ao sistema. Ainda assim, podia ser localizado e combatido pelas células T.

Embora a pesquisa seja bastante inicial, ela ajuda a desvendar a complexa forma de atuação do vírus. Além disso,  a descoberta do colesterol abre caminho para o desenvolvimento de um novo tipo de vacina.

 

 

É BOM LEMBRAR QUE OS VÍRUS SÃO SERES SIMPLES E ACELULARES, PORTANTO, NÃO PODEM APRESENTAR MEMBRANA CELULAR COMO CITADO NO 1 parágrafo. quando muito possuem um "envelope" que simula as lipoproteínas de uma célula.

 

Jornal do Comércio 08/04/2010

(Ciência e Meio Ambiente – Biodiversidade)

 

Descoberta nova espécie de lagarto nas Filipinas

            Paris – Biólogos anunciaram, ontem, a descoberta espetacular de uma nova espécie de lagarto gigante, um réptil do tamanho de um homem adulto, e dotado de um pênis duplo, nas Filipinas. O lagarto monitor, um animal arisco, é um primo próximo do Dragão de Komodo, da Indonésia. Mas, ao contrário do temido dragão, ele não é carnívoro, nem se alimenta de carne podre. Ao contrário, é um animal totalmente pacífico e come frutas.

            Apelidado de Varanus bitatawa, mede dois metros de comprimento, segundo o artigo publicado pela Royal Society britânica. O lagarto foi encontrado em um rio ao norte da ilha de Luzon, nas Filipinas, e sobreviveu à perda de seu habitat e à caça praticada pelos moradores, que o usam para alimentação.

            Não se sabe quantos desses animais sobreviveram. É quase certo que a espécie esteja em risco de extinção e poderia ter desaparecido sem nunca ter sito catalogada, se um grande espécime do sexo masculino não tivesse sido resgatado, vivo, em poder de um caçador, em junho passado.

            A descoberta em uma área densamente povoada e desmatada “é uma surpresa sem precedentes”, destaca um dos autores do relatório, em artigo publicado na revista especializada Biology Letters. Descobertas de importância semelhante nas ultimas décadas foram o macaco Kipunji, que habita pequena área de floresta na Tanzânia, e o Saola, um bovino selvagem encontrado apenas no Vietnã e no Laos.

 

 

Não se pode “apelidar” um espécime recém descoberto com um nome grafado de forma científica, os “apelidos” são nomes comuns e podem variar de país para país ou até entre regiões de um mesmo país. Portanto, acho que os redatores deveriam ter mais cuidado ao lançar a público informações ou idéias grafadas de forma INCORRETA.

 

 

 

 

 

 

Geleira antártica abriga ecossistema "alienígena"

(FOLHA DE SÃO PAULO 17/04/2010)

Cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido descobriram na Antártida um ecossistema isolado num lugar onde até então achava-se que nada pudesse viver: um lago de água super salgada encerrado sob 400 metros de gelo num dos piores desertos do mundo.

Ali, debaixo da geleira Taylor, uma estranha comunidade de bactérias evolui em total isolamento e sem nenhum oxigênio há pelo menos 1,5 milhão de anos. A dieta desses microrganismos consiste unicamente de compostos de ferro e enxofre.

 

Benjamin Urmston

Frente da geleira Taylor, na Antártida, com as Blood Falls (Cachoeiras de Sangue, em inglês), vermelhas devido à ferrugem

Saber como eles têm prosperado num ambiente tão extremo pode ajudar a entender a vida em outros planetas e no passado da própria Terra, quando --acredita-se-- um manto de gelo cobria boa parte do globo.

O grupo de pesquisadores liderado por Jill Mikucki, da Universidade Harvard (hoje no Dartmouth College), chegou até os micróbios estudando o não menos estranho fluxo de salmoura que de tempos em tempos escorre da frente do glaciar, nos Vales Secos de McMurdo, uma das regiões mais áridas da Antártida.

Essa água salgada é tão rica em ferro que, em contato com o ar, enferruja imediatamente, manchando o gelo. Os primeiros exploradores da região batizaram o fenômeno de Blood Falls (Cachoeiras de Sangue, em inglês), e atribuíram a coloração do gelo a algas (Não seria melhor dizer bactárias).

Mikucki já desconfiava que pudesse haver vida ali, e desde 2004 ela coleta amostras de gelo nas Blood Falls. Foi preciso tempo e paciência, no entanto, para que ela e seus colegas conseguissem pôr as mãos na salmoura: seu fluxo a partir da piscina de água salgada na base da geleira é irregular e regido por fatores desconhecidos(Os processos são conhecidos a muito pela comunidade científica, trata-se da velha QUIMIOSSÍNTESE).

"Quando eu comecei a fazer a análise química, não havia oxigênio", afirmou a pesquisadora em um comunicado à imprensa. "Foi aí que as coisas começaram a ficar interessantes."

Análises genéticas do material, cujos resultados são publicados hoje no periódico "Science", mostraram que uma comunidade com poucas espécies de bactérias habita a salmoura. Elas são parentes de bactérias marinhas comuns, mas, ao mesmo tempo, são extremamente diferentes. Usam compostos de enxofre (sulfatos) para ajudá-las a "respirar" (OXIDAR) ferro, um truque metabólico inédito (Nem tanto, a quimiossíntese remonta a muitos milhões de anos atrás).

Os pesquisadores acreditam que essa peculiaridade evolutiva seja consequência de centenas de milhares de anos de isolamento. Os ancestrais dessas bactérias provavelmente viviam no mar há milhões de anos, antes de os Vales Secos se erguerem, aprisionando uma porção de mar na forma de uma laguna. Há cerca de 1,5 milhão de anos, a geleira Taylor avançou, cobrindo essa laguna, que não congela por ser quatro vezes mais salgada que o oceano.

 

****COMENTÁRIOS EM VERMELHO*******

                 Sérgio Moraes

P.S.

   É fato que bactérias podem, na ausência da fonte primária de energia que é a luz, realizar o processo quimiossintetizante, sendo este, dependente da energia liberada pela oxidação de compostos inorgânicos, entre eles o ferro, o enxofre e o nitrogênio, sendo as bactérias que os realizam caractrerizadas como, respectivamente: FERRIBACTÉRIAS; SULFOBACTÉRIAS e NITROBACTÉRIAS.

 

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